segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que é exatamente um AVC?

 O chamado "acidente vascular cerebral" (AVC), mais conhecido popularmente como "derrame" engloba um conjunto de doenças que decorrem da dificuldade de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada área do Sistema Nervoso Central (Cérebro e Espinal Medula), originando o sofrimento ou morte dessa área e, consequentemente, a perda ou diminuição das respectivas funções cerebrais (défice neurológico).

Alguns estudos apontam para uma incidência de AVC entre 1 a 2 por 1000 habitantes por ano. As altas taxas de mortalidade têm vindo a decrescer (redução de 25,1% na década de 90) mas mantêm-se muito elevadas (mortalidade hospitalar 17 a 30%). Entre nós, a doença cérebrovascular é a 3ª 
causa de anos potenciais de vida perdidos.

Anualmente 750.000 norte-americanos sofrem de AVC e 150 000 morrem em consequência directa do episódio da referida doença.

As sequelas são muuito frequentes e um estudo efectuado pela Direcção Geral da Saúde em 1996 apurou que 13,8% dos doentes apresentavam incapacidade considerada grave, 15,0% ligeira e 59,3% estavam em bom estado, portanto independentes.

Frequentemente, a doença inicia-se de modo súbito, brusco com aparecimento de um défice neurológico, de intensidade máxima no seu início, que dura mais de 24horas.

Existem dois tipos de AVC:

AVC isquémico
quando não há passagem de sangue para determinada área cerebral, devido à obstrução de artéria que irriga todo o cérebro ou na sequência de uma redução do fluxo sanguíneo;

AVC hemorrágico
Contabiliza 20% dos acidentes e acontece quando uma artéria que irriga o cérebro rompe, extravasando o sangue que inunda as meninges ou os tecidos nervosos, livremente ou formando um hematoma, podendo originar um aumento da pressão dentro do crânio (que está limitado por uma estrutura óssea não distensível).

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